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domingo, 30 de junho de 2013

Alfajor - O sabor doce da América!

Meus queridos Leitores, não pensem vocês que sumi...ou melhor até sumi mais não definitivamente. Esse meu afastamento tem um nome Pós Graduação.

Pois é meus caros, estou na Pós Graduação, e, por incrível que pareça estou me aprofundando em História e cultura pelo Senac SP.

Mas, para que possamos dar um "engrenada" nas idéias de história, hoje vou compartilhar o famoso Alfajor.

Argentino ou não, é evidente que o doce é uma dádiva mundial, o consumo de alfajor na Europa é muito grande equiparada a outros doces tão populares.


 Alfajor é um doce tradicional da Argentina, Chile, Peru, Uruguai e outros países ibero-americanos, mas originalmente criado na Espanha.


O doce nasceu em Andaluzia, o nome vem do árabe al hasu e significa recheado.

A história do alfajor, o doce mais tradicional da Argentina tem origem na cozinha árabe.

 Dá vida a diversos tipos de preparação, das mais tradicionais até as tortas de merengue. Em Córdoba, é uma massa fofa recheada de doce de frutas ou de leite. Em Salta, é um doce de massa seca, aromatizada com erva doce. Em Santa Fé, trata-se de uma massa fofa recheada com doce de leite.



ALFAJOR

Açúcar refinado –              45g
Açúcar de baunilha –          1 colher de café (misturado com a essência de baunilha                         
                                      formando uma farofa)
Fermento em pó -             ½ colher de café rasa
Farinha de trigo –              50g
Amido de milho –               50g
Manteiga s/sal–                 50g (gelada e picada)
Gema peneirada -              1 (ovo de 50g)
Essência de baunilha –        ½ colher de baunilha
Raspas de limão –             ½ colher de café

Modo de Preparo:
.Em uma tigela grande coloque os açucares, o fermento em pó, a farinha de trigo, o amido de milho, a manteiga e amasse com a ponta dos dedos ou bata no processador até obter uma farofa úmida.
.Junte a gemas, a essência e amasse delicadamente com a ponta dos dedos ou bata novamente no processador até obter uma massa lisa e macia. Por último, agregue as raspas de limão e envolva bem. Embrulhe a massa obtida em papel alumínio ou filme plástico e deixe gelar por uma hora ou até que esteja bem firme. Abra porções da massa entre duas folhas de plástico na espessura de 5 mm e corte os alfajores com um cortador redondo de 5 ou 6 cm de diâmetro. Distribua os discos de alfajor sobre assadeiras de alumínio ligeiramente untadas com manteiga e polvilhadas de farinha de trigo e asse-os em forno preaquecido à 170ºC até que estejam levemente dourados. .Deixe esfriar sobre uma grade, aplique o recheio e decore a gosto.

Recheio:
1 doce de leite em ponto de corte
ou
350g de geléia de damascos
ou
500g de brigadeiro escuro ou branco
e
500g de ganache
Chocolate granulado para acabamento lateral

Montagem dos Alfajores:

Utilizando um saco de confeitar com bico perlê médio, distribua o doce de leite sobre um disco de alfajor e una com outro disco por cima, pressionando delicadamente. Em seguida, banhe os alfajores em chocolate derretido e resfriado e deixe secar. Por último, embale como desejar.



Creditos:
 Sabine Akemi - Food Designe






terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

ESPECIAL - Cozinha Regional Brasileira - Região Sul - MEU TCC




Tenho fé de que tudo que fazemos ou cremos ao longo do tempo iremos colher os frutos do bom ou mau trabalho, é com isto que com muita emoção inicio esta postagem.

Eu amo o que faço, e é com esse amor que pude ser o orador deste trabalho, que fora muito importante para mim, e todas as vezes que lembro dele me dá aquele friozinho na barriga.

Digo a você, que lê este blog e esta pensando ainda no seu tema para o TCC, um conselho te dou, escolha o mais rápido possível e coloque em prática seus planos, NUNCA DEIXA PRA ULTIMA HORA!

O tema do nosso trabalho de conclusão de curso fora GARIBALDI, A ITÁLIA NO BRASIL, tema, este escolhido após discorrer sobre outros temas muito significantes, onde, a ideia principal do trabalho era demonstrar quais foram as principais influencias na gastronomia brasileira com a vinda do italiano para o Brasil.


Como gosto muito de contar história, e como um bom orador, vou passar um pouco da história de lutas e vitórias que a colonização italiana passou para chegar ao nosso país.

No inicio do século XIX, a Itália estava passando por uma longa e sofrida crise, onde, o governo através de medidas impopulares, adequou o processo de fabricação de uma forma mais industrial, onde o pequeno produtor não possuía espaço no mercado, ainda, podemos destacar que a mão-de-obra não era mais necessária, já que existiam maquinas que supriam muitos outros empregados. Com essa medida, houve aumento de taxações aplicadas sobre muitos produtos e alimentos, e o emprego entrou em declínio, com isto, o governo italiano então, para que algumas famílias pudessem se livrar da pobreza e da miséria, e visto que o Brasil ainda sofria os reflexos da proibição da Lei Áurea imposta pela Princesa Isabel, necessitava supri a demanda dos negros que já não podiam entrar no país para trabalho escravo. Diante disto, a Itália recrutou famílias para enviar ao Brasil, onde diziam para estas que neste país poderia iniciar novamente uma vida e que também poderiam ser donas de sua própria terra. Porem, isto não aconteceu, com muito sofrimento o italiano chegou ao Brasil, teve muitos paradigmas para romper para que pudesse se estabelecer e com isso conseguir ganhar algo para seu mantimento. Para que pudesse se acostumar com seus costumes este povo começou a estabelecerem-se em colonias localizadas em locais com favorecimento para plantio de uvas para produção de vinhos, para maturação de seus queijos e também para manter firme seus costumes, é daí que então nasceram cidades como Caxias do Sul, Bento Gonçalves e Garibadi.

Foto retirada da internet.

Fora realmente um tema muito bonito de se apresentar, senti na pela a emoção de estar a frente da turma e ter a oportunidade de contar um pouco da história tão rica e tão digna da gastronomia brasileira.



É realmente muito difícil apresentar um trabalho de conclusão de curso, não somente apresentar, mais como também planejá-lo, executá-lo, por em prática tudo aquilo que tem de idéias, patrocínios, eutrocínio ou nóstrocínio e por aí vai.

O bom e ruim de fazer TCC sobre gastronomia é que temos temos muitos temas a abordar e talvez esta seja a principal dificuldade de conseguir um bom tema é a diversidade, mais sempre temos que olhar pra aquilo que vai ser melhor na relação preço x beneficio. O lado ruim e que não é tão ruim assim, é que temos diversas avaliações, sendo ela tanto a parte escrita, quanto a parte apresentada e também quando a um evento típico daquilo apresentado.


Durante a parte prática, procuramos representar uma casa clássica de um colono italiano, com um ambiente muito alegre e rústico. Elaboramos esta representação através de móveis antigos e de música tipica, alem do traje típico de alguns alunos onde representaram a recepção do evento mui-dignamente.



Realmente foi um evento muito importante para nossas vidas, é com extrema emoção que fora feito e todas as vezes me emociono ao falar, só nós e Deus sabemos o quanto foi uma jornada difícil para alcançar mais temos a convicção de fora satisfatório, não fora atoa os elogios recebidos e os conselhos explanados. Queremos agradecer de uma forma geral a todos os professores, mestres, amigos, familiares e aqueles que realmente nos apoiaram para concretização deste sonho.

Obrigado!



Link da reportagem sobre o TCC: http://www.granjaviana.com.br/second/gentedagranja/index_138.asp?col=257&coluna=257&cn=33&scn=364



sábado, 5 de janeiro de 2013

Limão ou limonada?







 Particularmente, eu amo o limão, temos tantas e diversas formas para prepará-los. A principio sempre tenho preparado a torta de limão, aquela mistura de um patê sucrèe com merengue e um creme de limão é fantástico e me traz grandes recordações dos tempos da faculdade.

Hoje, vou falar sobre os cítricos, mais precisamente sobre o limão.

Limão, conhecido como Citrus em latim, é um fruto pertencente a família dos cítricos, onde são caracterizadas por terem uma polpa segmentada extremamente suculentas e cascas que contém óleos aromáticos, além daquele sabor mais azedo e acido das demais frutas.


Ao contrário de que muitos pensam, o limão a principio veio da Asia, não sabendo ao certo qual era sua utilização naquela época, há relatos de que os romanos utilizavam a fruta como remédio  visto que suas propriedades trazem grandes benefícios a saúde, possuindo atividades antimicrobianas, e para o combate a gripe temos a vitamina C na polpa, onde extrai-se o suco e bebe-se para combate as constipações.

Existem hoje cerca de varias espécies de limão, todavia poucas são conhecidas como a fruta cítrica. O Brasil tem uma grande produção da espécie Tahiti, porém não possui sementes, sendo assim, não é considerado a fruta e sim uma lima ácida.




Já o limão siciliano é considerado um limão, possui sementes e tem suas características das frutas cítricas. Apesar de seu nome, ele é tipicamente Asiático e veio com as imigrações árabes para a região da Sicília na Itália  seu nome provem de que o fruto encontrou um clima muito favorável ao seu plantio nessa região.

Abaixo, seguem informações precisas para a utilização do limão em preparações culinárias

Limão Cravo: Redondo, casca lisa, suco mais doce e menos ácido do que os limões comuns (cruzamento com tangerina)


  • Utilização como suco, agente aromático, produtos assados.


Lima-da-pérsia: Verde escura, casca lisa, sem sementes, acida


  • Utilização como suco, agente aromatizante.

Limão Galego: Pequeno, amarelo-esverdeado, redondo, ácido.

  • Utilização como suco, agente aromatizante, marinadas, tortas. (excelente para a brasileiríssima CAIPIRINHA)

Limão Tahiti: Verde, pequeno, acido, sem sementes.

  • Utilização em sucos, marinadas e em tortas

Limão siciliano: Amarelo, grande, com sementes e semi-acido.

  • Utilização em marinadas, sucos, sorvetes, cremes.


como sempre faço. segue receita para torta de limão

Massa (patê Sucrèe):

  • 250 g de farinha de trigo
  • 90 g de açúcar refinado
  • 130 g de manteiga sem sal gelada
  • 1 gema de ovo
  • +- 30 ml de água gelada
1 - Coloque a farinha peneirada com o açúcar em um recipiente e misture
2 - Corte a manteiga em cubos e misture com a farinha e açúcar
3 - Com a ponta dos dedos misture delicadamente até obter uma farofa grossa
4 - Adicione o ovo e com parcimônia a agua
5 - Cuidadosamente vá misturando a massa até obter a homogênea da massa
6 - refrigere por 30 minutos

7 - Abra a massa envolta por plásticos com um rolo em uma espessura fina, cerca de 1 cm
8 - Coloque em um forma de aro removível.
8 - Fure com o garfo a massa (este processo é necessário para evitar a formação de bolhas de ar ou caso queira coloque sementes como um peso enroladas em um pano sobre a masa)
8 - Asse a 180oC por 20 minutos.


Recheio

  • 1 - Lata de Leite condensado
  • 1 -Lata de Creme de Leite
  • Limão a gosto
1 - Misture o creme de leite com o leite condensado
2 - Misture o limão até obter o sabor desejado


Merengue

  • Clara de 04 ovos
  • 200 gramas de acuçar
1 - Bata as claras até picos firmes
2 - Coloque o açúcar aos poucos até que as claras fiquem firmes e não caiam
3 - Reserve - Aconselha-se preparar o merengue somente ao final da preparação da massa e do recheio

Montagem

1 - Acrescente o recheio sobre a massa assada
2 - Com o auxilio de uma manga para confeitar faça decorações com o merengue
3 - Com ajuda de um maçarico queime o merengue de forma decorativa
4 - Caso não possua maçarico, leve ao forno por aproximadamente 10 minutos






sábado, 15 de setembro de 2012

Cozinha Regional Brasileira - Cozinha Nordestina

Após um periodo longo sem escrever nada no Blog, isto porquê o TCC cada vez está mais próximo e a responsabilidade é grande, peço que aguardem pois tenho muitas novidades sobre este assunto, mas, para retormar as postagens, vamos fazer uma viagem para o Nordeste do Brasil.

O livro História da alimentação no Brasil - Luis da Câmara Cascudo - ED. 2004 é descrito claramente que a região nordestina foi o abre-alas para Pedro Alvares Cabral e sua capitânia:

" Sabemos que a data do primeiro contato dos brasileiros baianos com a comida européia, sexta-feira, 24 de Abril. dos tupiniquins são levados à nau-capitânia e recebidos com aparato[...]

Foi assim que novo país foi colonizado e assim que iniciou-se aquilo que hoje chamamos de Brasil, apesar que a região foi dispulta acirrada por estas terras por povos franceses, holandeses e ingleses que aos poucos foram deixando alguns de seus costumes, todavia a maior influência que vemos é a africana (devido o grande fluxo dos navios negreiros)

Hoje, a região nordestina é compostas dos Estados: Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Piauí, Maranhão, Ceará e Rio Grande do Norte, todos, compondo a Gastronomia que é muito rica de pescados frutas, folhas, especiarias e o típico dendê.

A região é banhada pelo oceâno Atlântico demonstrando a abundância de pescados e frutos do mar que a região possui.

As influencias africanas são claramente vistas, podemos perceber nos famosos Vatápa, Carurú, Xinxims, as moquecas, cadeiradas e nas especiarias.

Mais não é só frutos do mar que o nordeste é composto, as carne secas, os jabás e a carne de sol

 
CARNE SECA
 
Diferencia-se da carne-de-sol por ser mais seca, mais salgada e por ter tempo de cura maior. É produzida em escala industrial, leva conservantes como nitrito-nitrato, que lhe dá cor avermelhada e é facilmente encontrada nos mercados sob o rótulo de jerked beef (é engraçado imaginar um sertanejo pronunciando essas palavras). É a mais consumida fora do Nordeste, sendo ideal para o preparo da feijoada, cozidos e também pode ser desfiada e utilizada em inúmeros recheios de canapés.
 
 




Hoje, compartilho com todos uma receita muito clássica o Acarajé e tambem o Vatapá
 
 
VATAPÁ
 
Ingredientes:
 
Camarão seco salgado grande - 200 g
Farinha de trigo – q.b.
Água – 300 mililitros
Cebola brunoise - 80 g
Tomate concassé em cubos pequenos – 100g
Pimentão verde brunoise - 15 g
Pimentão vermelho brunoise - 15 g
Coentro fresco picado - Q.B.
Cebolinha fresca picada  - Q.B.
Leite de coco – 80 mililitros
Pimenta de cheiro do Pará - Q.B.
Azeite de dendê – 10 mililitros
Óleo de milho – 15 mililitros
Cascas e cabeça do camarão seco demolhada - Q.B.
 
Modo de preparo:
  • Tirar a casca, as perninhas do camarão e a cabeça  e reservar.
  • Os camarões limpos, deixar de molho em água, durante 15 minutos 
  • Aferventar as cascas e cabeças do camarão seco com 300 ml de água. Coar e reservar o caldo. Após, verificar se está com muito sal.
  • Suar no óleo os pimentões, as cebolas e os tomates e acrescentar a metade dos camarões, refogar por mais ou menos 3 minutos.
  • Juntar a metade do caldo do cozimento dos camarões; 150 ml.
  • Na outra metade do caldo frio, dissolver a farinha de trigo e reservar.
  • Quando os ingredientes anteriores começarem a ferver, acrescentar a farinha diluída anteriormente mexendo sem parar, levar à fervura novamente por mais 10 minutos e acrescentar o restante dos camarões, o azeite de dendê, o leite de coco e a pimenta.
  • Acrescentar a cebolinha e o coentro por último.
 



ACARAJÉ


Farinha de feijão fradinho – 170 g

Cebola (ralada)– 30 g 

Água – 130 mililitros

Sal refinado – Q.B.

Azeite de dendê – 80 mililitros

Óleo de soja – 200 mililitros

Papel toalha para secar os acarajés

 

Método de preparo:

 Processar a farinha de feijão com a água e a cebola picada e reservar.
Bater a mistura processada com uma colher, na braçada, encostando no tórax e bater até ela ficar bem fofa ( e fazer puff).
Colocar o azeite de dendê e o óleo de soja no fogo. Quando esquentar (momento que se coloca 1 palito de fósforo e ele acende), fritar as bolinhas de acarajé como queneles,  feitas com duas colheres de sopa, deixando até dourar.
Escorrer em papel toalha.



 
    Encha seu bucho bixin!

    Bom apetite


domingo, 29 de abril de 2012

Um presente do Pará!

Pra continuar o assunto antes abordado, compartilho com todos uma receita típica do Pará, o famoso Pão de Rosas



PÃO DE ROSAS

Massa
500 gr de Farinha de Trigo
30 gr de Fermento Biologico Fresco (ou 10 gramas do seco pré-hidratado em agua)
5 gr de Sal
300 gr de Leite
25 gr de manteiga
75 gr de Açucar Refinado

Recheio

35 gr de Coco Fresco Ralado
30 gr de Queijo Ralado
60 gr de Açucar
60 gr de Margarina


Calda

100 ml de Leite
60 ml de Leite condensado



1 - Misture a farinha com o fermento
2 - Acrescente a manteiga sal e açucar
3- Acrescente parte do leite e sove até obter o ponto de (véu de Gluten)*. Tome cuidado em colocar o leite, pois as quantidades de liquido em um pão poderão ser variaveis devido as condições que o trigo fora exposto.
5 - Apos obter o ponto correto, leve a massa para descansar coberta com filme plastico por 1 (uma) hora ou até dobrar de volume, o tempo de descanço é importante para que o Gluten possa relaxar e tornar a massa menos elastica para modelagem
6 - Abra a massa com o auxilio de um rolo formando um retangulo
7 - Misture todos os ingredientes do recheio
8 - Coloque o recheio sobre a massa (lembrando que não deve abusar no recheio, pois, ficaria uma verdadeira meleca!)
9 - Enrole toda a superficie como um Rocambole
10 - Corte em pedaços igual e acomode-os em uma assadeira untada com oleo
11 - Permita que fermente por mais 1(uma) hora
12 - leve para assar a 180 oC
13 - Apos assado, pincele toda a superficie do pão com a calda feita com leite e leite condensado
14 - Sirva em seguida.

* Veu do Gluten - Expressão dada ao que refere-se sovar a massa ao ponto de que ao abrir um pedaço esta tem o poder de elasticidade, ficando fina ao ponto de um véu.

sábado, 7 de abril de 2012

Cozinha Regional Brasileira - Cozinha do Norte

Temos a visão de que nosso país é abençoado por Deus, pois somente em nossa pátria, existem grandes raizes culturais e grandes variedades de frutas e verduras que muitos chef''s internacionais se encantam e instalam-se aqui.

A Cozinha nortista (compõe os Estados do Amazonas, Pará, Tocantis, Rondônia, Acre, Amapá e Roraima) têm grandes influencias indígenas, e estas influencias são vistas em suas preparações em que estão sempre presentes a caça, pesca, frutas nativas e em muitos casos a mandioca.

Partindo disto, podemos então destacar que a cozinha nortista, tráz as culturas dos primordios da nossa terra, assim, preservando aquilo que nossos antepassados nos deixaram.

As grandes riquesas do Brasil, estão no cultivo de frutas e verduras que somente são encontradas no nosso território, como por exemplo: a Mandioca

Mandioca, Patrimonio Cultural

Não se sabe ao certo o surgimento da mandioca, mais os indícios é de que suas primeiras raízes foram encontradas no brasil, entre a Amazônia e o cerrado.

A lenda tão conhecida por nõs brasileiros é de que:

  “A filha de um chefe indígena engravidara sem contato masculino, como em sonho comunicara um homem branco ao pai furioso que, com esta notícia, se acalmo. Nasceu uma menina deslumbrante, de nome Mani, morta ao fim de um ano, sem doença e sem dor. Do túmulo surgiu um arbusto novo. A terra fendeu-se. Encontraram raízes que eram as primeiras mandiocas, fortificantes e poderosas. Mandioca, de Mani-oca, a casa de Mani.”

Durante muito tempo, foi alimento de milhares de indios entre o  periodo de pré-colonização, e com a chegada dos portugueses (que achavam que fosse o inhame africado) a mandioca foi reconhecida e então continuou sendo base da alimentação dos povos.

Podemos dizer, que hoje a mandioca continua sendo a base de muitas preparações conhecidas popularmentes, é o caso do da Maniçoba, pato no Tucupi, Tapioca e entre outros.

Com base nisso, podemos então afirmar de que a Mandioca é sem duvidas um patrimonio cultural do nosso povo, e um elemento na nossa cozinha que está presente de Norte a Sul do nosso país.




A Cozinha Nortista, possuem diversos ingredientes que são presença marcantes na cozinha local, como por exemplo o Feijão Manteguinha, o Bacuri, a Pupunha, o Jambu, o Cupuaçu e tantos outros.

No pará podemos encontrar o Mercado ver-o-peso, referencia cultural e visita confirmado de turista.

O Ver-o-Peso é um mercado situado na cidade brasileira de Belém, no estado do Pará, estando localizada no Boulevard Castilho Franca. Símbolo da cidade, é sua maior atração turística e a maior feira livre da América Latina. O mercado do ver-o-peso abastece a cidade com variados tipos de gêneros alimentícios e ervas medicinais do interior paraense, fornecidos principalmente por via fluvial. Foi candidato à uma das 7 Maravilhas do Brasil.
Localizado na área da Cidade Velha (Belém) e diretamente às margens da baía do Guajará, foi construído em 1625 no porto do Pirí, assim chamado na época. Enquanto um entreposto fiscal, seu nome faz jus às chamadas Casas do Ver-o-Peso, projetadas no Brasil, em 1614, para conferir o peso exato das mercadorias e cobrar os respectivos impostos para a coroa portuguesa. A partir de então foi popularmente denomindo lugar de Ver-o-Peso, dando origem ao nome do mercado, já que era obrigatório ver o peso das mercadorias que saiam ou chegavam à Amazônia, arrecadando-se os impostos correspondentes. No final do século XIX e XX, o local que temos hoje por Complexo sofreu uma série de modificações tanto funcionais quanto em sua paisagem se adaptando às necessidades e gostos da Belle Époque. Foi nessa época que houve aterramento da Baía do Guajará, amplicação do Mercado de Carne, construção do porto e o Mercado de Ferro.
O mercado faz parte de um complexo arquitetônico e paisagístico que compreende uma área de 35 mil metros quadrados, com uma série de construções históricas, dentre elas o Mercado de Ferro, o Mercado da Carne, a Praça do Relógio, a Doca, a Feira do Açaí, a Ladeira do Castelo e o Solar da Beira e a Praça do Pescador. O conjunto foi tombado pelo IPHAN, em 1997.


Mercado ver-o-peso em Belém do Pará




Para entender um pouco mais da cozinha nortista, veja este video da serie de reportagens exibida pela rede Record de televisão sobre a Cozinha Brasileira que segue neste link





Como prometido, segue então duas receitas da Cozinha Nortista


FAROFA DE BANANA DA TERRA E CASTANHA DE CAJU 

Ingredientes:

20g de bacon cortado em cubinhos
1 colher (sopa) de manteiga
½  cebola média picada
1 dente de alho picados
1 colher de café  de caldo de carne
1 banana da terra picada
20g de azeitonas verdes picadas
2 xícaras (chá) de farinha de mandioca (biju)
30g de castanha de caju triturada grosseiramente
Salsinha picada à gosto

Modo de Preparo:

=Frite o bacon em sua própria gordura até que esteja bem dourado. Acrescente a manteiga e doure a cebola e o alho.
=Junte o caldo de carne  e misture bem até que dissolva. Acrescente os demais
ingredientes.
=Sirva como acompanhamento.



PEIXE NA FOLHA DE BANANEIRA
 Ingredientes:
Filé de Filhote – 200 g
Sal refinado – q.b.   
Coentro fresco – q.b.
Folha de bananeira – 1 unidade
Azeite de oliva – q.b.
Limão Tahiti – 1/2 unidade
Papel alumínio (para forrar a assadeira)

Modo de preparo:
  • Cortar a folha de bananeira em retângulo , diminuir o dorso central e chamuscar no fogo.
  • Temperar o peixe com sal, limão, passar o azeite, salpicar coentro e enrolar na folha de bananeira, que foi limpa na largura e tirada do caule central, e cortada
      como um retângulo. Queima-se o retângulo na boca do fogão para dar a quebra  da fibra, e  poder dobrar a folha com elasticidade. Usar a parte do avesso para colocar o peixe.
  • Levar ao forno 150 C por mais ou menos 15 minutos ou até o peixe estar cozido, forrando a assadeira com papel alumínio.
  • Servir com molho de jambu, (ou ingrediente que seja mais parecido; taioba, espinafre)
MOLHO DE JAMBÚ
(é servido frio) Pode também ser substituído pelo Pesto.
 Ingredientes:
Jambu aferventado picado – 3 colheres de sopa (substituir por taioba ou espinafre)
Cebola brunoise – 60 g
Coentro fresco picado – 2 colheres de sopa
Cebolinha fresca picada – 2 colheres de sopa
Azeite de oliva – q.b.  
Limão tahiti – q.b.
Sal refinado – q.b.
Pimenta do reino preta moída – q.b.
Modo de preparo:
  • Suar a cebola no azeite.
  • Colocar o jambu e refogar rapidamente.
  • Resfriar e acrescentar os outros ingredientes.
 




domingo, 1 de abril de 2012

Introdução a Série - Cozinha Regional Brasileira


Saborosa, rica, colorida e ao mesmo tempo tão completa, assim poderiamos descrever a cozinha da nossa pátria amada e idolatrada. Cheia de encantos e misterios desvendados a cada um de nós brasileiros.

Não há quem resista a uma boa e deliciosa feijoada aos sabados acompanhado com nossa famosa caipirinha, ou quem sabe o casal de todos os dias Arroz e Feijão; enfim, todos se entregamos as riquesas que nosso país detém.

Partindo deste pressuposto, escolhi nosso país como tema da primeira serie de postagens que contará um pouco da nossa culinária.

Nosso país é composto de 5 regioes geográficas, NORTE, SUL, CENTRO-OESTE, NORDESTE E SUDESTE, e ca cada nova postagem contará como cada região desta contribui para que nossa cozinha se torne a tão famosa e ao mesmo tempo tão complexa Cozinha Brasileira.

Serão divulgadas 2 receitas de cada região e é claro neste periodo serão colocados curiosidades sobre temas abordados.

Tenho, portanto o prazer de iniciar esta série que é claro agradará a todos que apreciam uma boa comida caseira!