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sábado, 6 de junho de 2015

Pão + Batata = Uma paixão incessante


Pão de Batata com Frango e Catupiry - Arquivo Pessoal

Há duas coisas que amo incessantemente: pão de batata e paella; duas paixões incompreendidas que me fazem suspirar a cada vez que encontro algum lugar que sirva, com perfeição, essas duas delicias. E cá pra nós, não é tão fácil encontrar?!

Durante muito tempo, procurei em vários lugares alguma padaria, lanchonete e afins que servisse um pão de batata perfeito como manda o figurino (crocante por fora, macio por dentro, recheio impregnante). Foi difícil, trabalho árduo, e por fim, encontrei alguns estabelecimentos que possuem um bom pão de batata.

Toda vez que faço ou como um bom pão de batata me faz lembrar os memoráveis tempos da faculdade. Talvez esse feito seja dado a primeira experiência (quase frustrante) com esse tipo de pão, quando fiz nas aulas de panificação na Faculdade. Na época, as aulas eram ministradas pelo Chef Boulangerie e Patisserie Diego Barreto, e uma das principais características das aulas do Chef eram a seriedade e comprometimento com o alimento.

Durante algumas aulas na Faculdade, não tinha o costume de ler a ficha técnica e o plano de ataque enviado pelos professores, era um erro e sabia que um dia poderia complicar alguma preparação. Por sorte, o erro veio nas aulas de panificação. Quando estávamos preparando o pão de batata, verifiquei na ficha técnica que o método de preparação era o direto, não tive dúvidas, agreguei todos os itens do mise-en-place a massa, e logo percebi, que algo estava errado. Chamei o Chef para verificar o que poderia estar acontecendo, quando ele se aproximou logo percebeu que estava faltando um dos itens do recheio: o catupiry. Pois é, queridos leitores, por um descuido misturei o catupiry na massa, o que causou um desequilíbrio no método. Imediatamente, o Chef  Diego conseguiu salvar a massa.

Aproveitarei o relato do ocorrido, para exemplificar algumas dicas para alguns aprendizes e aspirantes a cozinheiros. Infelizmente, aprendi a executá-las após um erro quase irreparável, e espero que meus leitores não tenham uma experiência desastrosa. E por isso, elaborei um plano com 3 dicas para que o sucesso das receitas possa ser garantido, são eles:

1 - ESTUDAR A RECEITA COM ANTECEDÊNCIA: Antes de executá-la, estude todos os detalhes da receita, plano de ataque, ficha técnica, etc. nunca execute uma preparação sem ao menos conhecê-la ou seu resultado poderá ser inesperado.

2 -VERIFICAR SEU MISE-EN-PLACE: Nunca é demais conferir seu mise-en-place. Algumas dicas já publiquei anteriormente aqui

3 - PESQUISAR OS RESULTADOS QUE DESEJA ALCANÇAR: Pesquisa na internet imagens da preparação e algumas dicas para melhorar ou agregar novos sabores.

Essas 3 dias me ajudam muito a encarar uma receita nova, ou ainda agregar novos sabores as preparações que estou mais acostumado a produzir.

Após essa quase experiência desastrosa, continue a persistir em acertar a receita. E foram 6 tentativas, com 100% de aproveitamento.

Fiz pão de batata com vários recheios:calabresa com muçarela, peito de peru com tomate seco, quatro queijos e o tradicional frango com catupiry. Todos ficaram ótimos (crocante por fora, macio por dentro e recheio impregnante).
Pão de Batata assando - Arquivo Pessoal

Como de costume, vou divulgar a receita dessa maravilha que enche a boca. Com o tradicional frango e catupiry. Vamos lá:

INGREDIENTES:

PARA A MASSA:

320 gramas de Batata Cozida
480 gramas de Farinha de Trigo
40 gramas de óleo
100 gramas de Ovos (2 ovos grandes)
20 gramas de Sal
32 gramas de Açúcar Refinado
32 gramas de Fermento Biológico Fresco
60 gramas de Leite (aproximadamente) 
8 gramas de Melhorador para pães

PARA O RECHEIO

2 - Peitos de Frango cozidos, desfiados e temperados à gosto (Recomendo: cebola, alho, sal, pimenta, páprica, cominho e salsa.
400 gramas de de queijo catupiry


MODO DE PREPARO:

1 - Cozinhar as batatas, amassá-las e deixar esfriar. 

OBS: Para cozinhar as batatas de forma rápida, higiênica e prática: Lavar e secar as batatas, embrulhar em filme plástico, furar com um garfo, levar ao forno micro-ondas por 4 minutos de cada lado, descascar, espremer e deixar esfriar.

2 - Misturar a Farinha + Batata + Fermento + Ovos + Melhorador e misturar por alguns minutos

3 - Agregar o Sal e Açúcar Refinado.

4 - Acrescentar aos poucos o Leite. Proceder a sova da massa até atingir o ponto do véu do glúten (apróximadamente 15 a 20 minutos)

5 - Deixar a massa descansar e crescer por 30 a 40 minutos

6 - Sovar novamente por 2 minutos. Porcionar a massa em bolinhas de 70 gramas, abrir com um rolo, rechear e dar o formado boleado.

7 - Deixar fermentar por 50 minutos

8 - Pincelar com Egg Wash (1 ovo + 35ml de água) os pãezinhos e assar em forno pré-aquecido a 210°C de 35 a 45 minutos.

Dedico essa postagem a minha amiga Chef Gabriela Grando. 





sexta-feira, 3 de abril de 2015

Era uma vez... Um "Fast-Food" Francês


Costumo dizer que para que eu indique um restaurante para algum amigo, necessário é que eu pense na casa, pelo menos, duas vezes na semana. Foi essa a forma que idealizei para enumerar em minha lista de preferências os restaurantes que considero importantes para minha pessoa. E confesso que esse método me ajuda, e muito!

Nas minhas andanças por São Paulo, procuro não me limitar ao Confort Food, ao contrário, gosto de coisas novas, lugares novos, pessoas novas... Mas vai além disso, gosto de conhecer lugares pequenos e descobrir o que há de melhor naquele estabelecimento (essa regra só vale para restaurantes).

Essa semana tive a certeza de que esse restaurante (que eu vinha sondando há um tempo) merecia uma publicação e também uma indicação no blog. Na verdade, esse restaurante já estava conquistando meu coração, mas precisei que uma amiga me convidasse para conhecê-lo.

É no meio de restaurantes conhecidos como:  "Divino Fogão", "Spoleto", "Risotto Mix"... que encontramos um "petit" restaurante francês chamado: "Bistrô 55".

Logotipo Bistro 55 - Imagem retirada da página oficial no Facebook
Localizado dentro de um dos shoppings da avenida mais importante da cidade de São Paulo, o Bistrô 55 é um restaurante do tipo Fast-Food, ou seja, serve alguns pratos da cozinha francesa de forma rápida e prática.

Faz parte da hospitalidade francesa, prestar um atendimento bom ao cliente de seu restaurante. Garanto que as 3 vezes que fui no restaurante fui atendido por pessoas atenciosas e prestativas. Em uma delas, me ajudaram até a escolher um molho para acompanhar meu "Poulet", e isso conta muitos pontos em minha lista de preferências.

O que mais chama a atenção nesse restaurante é um conceito muito peculiar, que consiste na preocupação em servir uma comida boa e rápida. E vamos combinar: é um super desafio. Acredito que esse objetivo traçado vem sendo cumprido gradativamente e constantemente. 

No menu, há alguns itens clássicos da cozinha francesa. A exemplo do Entrecôte servido com algumas opções de molho (queijo, ervas e mostarda), Poulet e Croque Mousier. Há também algumas novidades, como o "Hot Dog Frances" e também algumas adaptações para o novo cardápio: "Costelinha ao molho Barbecue"

Hot Dog Frances
Atualmente, o restaurante acrescentou algumas novidades no cardápio, com a inclusão de novos pratos e algumas opções de combos para que o cliente possa montar sua própria refeição. Dos pratos que degustei, destaco a salada bistrô regada com molho de mostarda e mel, acompanhada de Croutôns, tomatinhos, alface fresca e cenoura ralada. O molho bem emulsificado pode ser sentido com perfeição, quando em contato com os pedações de pão crocante e o frescor da alface crespa e tomates. No conjunto completo, a salada pode muito bem acompanhar qualquer prato do cardápio.

Nos molhos disponíveis no cardápio, destacam-se o molho de queijos e o de mostarda. São excelentes acompanhamentos para o Poulet de 270 gramas levemente grelhado. As batatas fritas que acompanham as carnes são frescas, crocantes e sequinhas. O tomilho seco "polvilhado" ao redor dos pratos, casam-se muito bem como um tempero para as batatas.

Outro grande destaque da casa (o meu preferido) é a Batata Gratin ou Dauphinoise. Muito bem preparada, com porção generosa, toque de ervas e queijo parmesão bem gratinado. Uma combinação perfeita com qualquer prato do cardápio.

O que mais chama a atenção no restaurante, é a preocupação em fazer uma refeição um pouco mais elaborada. Ainda que o conceito dominante do restaurante seja o Fast-Food, a mecanização dos demais restaurantes deste conceito, parece que não é bem-vinda no Bistrô 55.

Quanto as novidades da casa, está o "Arroz Cremoso", que consistem em um arroz acompanhado de presunto, cenoura e tomilho, levemente regado com azeite.

Na foto: Batatas Fritas, Arroz cremoso e Croque Mousier
O Croque Mousier acompanha presunto, queijo, molho bechamel e um pão de brioche. É interessante, saboroso e cremoso. A combinação com batatas fritas é interessante e vale uma atenção. Já o arroz cremoso, não atendeu minhas expectativas. Estava esperando que o prato viesse na cremosidade de um risoto ou algo próximo. Mas, evidente, que não deixo de salientar que o sabor estava leve, sutil e fez uma excelente combinação com o Croque.

Um ponto a se destacar ficou para a sobremesa. A casa oferece mousse de chocolate e Crême Brulée. Experimentei o Brulée. Acredito que a sobremesa ainda será melhorada e sofrerá alguma modificação, ainda mais por se tratar de uma novidade no cardápio. A sobremesa veio servida tipicamente para um restaurante Fast-Food (Este foi o único momento que me fez sentir-se em um) em uma embalagem de alumínio. A crosta de açúcar da sobremesa estava fina e queimada, e o creme estava ligeiramente sem sabor. Este foi o único ponto negativo, mas que não apagou o brilho que as demais preparações trouxeram.

Crême Brulée

De certo, este restaurante será meu próximo ponto. Certamente, após essa experiencia, esse restaurante ganhou um pedaço do meu coração gastronomico. Claro que não posso deixar de mencionar que o preço é super acessível e as porções são bem servidas; Vale a visita. Recomendo!

Bistrô 55
Endereço: Avenida Paulista, 2064, Shopping Center 3, Cerqueira César.
Telefone: 3285-2458


sábado, 7 de março de 2015

O Aprendiz de Chef: Reinicio



Meus queridos leitores, que saudade que estava de vocês!

Eu estou super bem. Esse meu sumiço do Blog, tem um grande motivo: pós graduação. Após 1 (um) ano e alguns meses, finalizei o curso de Gastronomia: História e Cultura pelo Senac/SP; e olha... foi um afastamento necessário. 

Durante esse "tempo", percebi que o numero de visualizações não pararam de crescer, e isso me motivou demais a voltar. E volto com muitas novidades e ideias.

Antes de mais nada, quero agradecer aos leitores que durante esse período ainda visitaram o Blog, deixaram alguns comentários e ajudou o blog a alcançar as 10.000 visitas. Estou aqui por vocês e por vocês continuarei o projeto.

A primeira novidade é que agora serei o responsável pelos blogs "ThinkFood" e "O Aprendiz de Chef". Meu amigo Diego Barreto, me deu a honra de continuar seus trabalhos em seu blog. Para mim, é um motivo de grande orgulho, uma vez que o ThinkFood foi minha "Enciclopédia" durante a formação em Tecnologia em Gastronomia.

A proposta inicial não é uma fusão entre os blogs. Ao contrário, manterei os dois ativos, porém com algumas mudanças... tudo por vocês!

Ocorrera somente uma mudança nos assuntos tratados pelos blogs. O ThinkFood será voltado para o ensino de cozinha, pesquisa, historiografia gastronômica e a divulgação de receitas clássicas e contemporâneas, mantendo seu formato, leiaute e designe original. O Aprendiz de Chef será voltado para o jovem que está iniciando sua jornada em gastronomia. Com a divulgação de cursos, noticias, vídeo-aulas, indicações de estágio e oportunidades de emprego.

Essas ideias ainda estão sendo moldadas e formuladas. Com isso contarei com a ajuda de grandes amigos, um deles é minha querida Sabine Akemi, do blog Je m'appelle Sabine.

Enquanto essas ideias estão "fermentando", vou continuar postando por aqui todas as receitas que me fazem suspirar de amor.

E falando em fermentar. Esse reinicio será marcado com uma receita super fácil de se fazer. Que tal um Pão de Tomilho?!




INGREDIENTES:

300,0 gramas de Farinha de Trigo

0,18 granas de Fermento Biológico Fresco (ou 6 gramas do seco)

0,06 gramas de Sal

150,0 a 160,0 gramas de Leite

0,45 gramas de Ovo (1 ovo inteiro)

0,15 gramas de manteiga gelada em cubos

0,09 gramas de Açúcar Refinado

0,100 gramas de tomilho fresco

MODO DE PREPARO

1 - Em um recipiente grande, misturar a farinha de trigo, sal e açúcar.

2 - Misturar o fermento (caso utilize o seco, dissolve-lo previamente em água morna).

3 - Acrescentar o ovo e a manteiga, misturar.

4 - Com parcimônia, acrescentar o leite. OBS: Lembre-se de manter a sova do massa constante.

5 - Devido as condições biológicas da farinha, as quantidades de liquido variam na panificação. O ponto certo será quando a massa estiver firme, macia e desgrudando das mãos. Cuidado para não acrescentar muito liquido. Recomendo que utilize aos poucos, caso a massa ainda esteja pesada, inclua mais liquido, até obter o ponto informado anteriormente.

6 - Proceda a sova da massa até o obter o ponto de véu do glúten. O ponto de véu de glúten é quando a massa ativa as proteínas gluteína e gliadina. Para saber se a massa atingiu esse ponto, abra um pedaço da massa entre os dedos até obter uma fina camada (como um véu de noiva), se a massa abrir sem rasgar, está pronta para iniciar o descanso. Se quebrar, continue a sova e repita a operação. OBS: Cuidado para não sovar demais, a massa jamais poderá atingir a temperatura de 25Cº durante essa etapa.

7 - Boleie a massa e descanse por 50 minutos coberta com filme plástico.

8 - Após o descanso, vamos proceder a modelagem. A foto acima foi feita da seguinte forma: 

  • Polvilhe uma mesa grande com Farinha de Trigo e abra a massa em um retângulo. Aproximadamente 0,35cm x 0,15cm.
  • Corte a massa em 2 retângulos.
  • Acrescentar o tomilho fresco na massa
  • Enrolar as duas partes da massa e formar um rocambole.
  • Com as duas partes, proceda o formato de uma trança enrolando um rocambole no outro.
  • Em uma forma para pudim, untar com óleo e acrescentar a massa.
9 - Após a modelagem, retome a fermentação por 1(uma) hora. (Recomendo que acomode a massa em local fechado. Pode ser utilizado o forno desligado.

10 - Caso deseje, utilize 0,50 gramas de queijo parmesão e polvilhe por cima da massa com tomilho fresco.

11 - Asse em forno convencional por 40 minutos em 200 ºC. Ou em forno combinado por 30 minutos, com vapor nos primeiros 3 (trés) minutos


Dica de degustação: Com manteiga de ervas ou com caldo verde.

Abraços;

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

O Brasil no Ranking

É motivo de patriotismo para todo estudando de gastronomia do nosso território nacional ver a disseminação mundial da nossa cozinha. Seria então, um orgulho que bate em nosso peito ver o quão estamos perto de obter o reconhecimento mais do que merecido da culinária que nos representa.

Hoje pela manha, li a noticia que meu coração disparou de emoção, ver os restaurantes brasileiros ocupando posições mais do que consideráveis no Ranking da "Restaurant". Claro, não podemos deixar de evidenciar o patriarca Alex Atala pelo seu brilhantismo em disseminar a cultura nacional em seu restaurante que infelizmente assumiu a segunda posição, mas, o importante é que estamos dentro dos cinco melhores da America latina, e um detalhe importante, ocupamos a segunda posição e a quinta posição.

Por este motivo, não podia deixar de separar um espaço do blog pra demostrar minha felicidade e gratidão por estes chef''s que estão a todo vapor buscando cada vez mais aplicar em suas concorridas cozinha o gosto nacional, descobrindo as riquezas existentes em nosso solo e divulgando pelo mundo. Com tudo isto, creio que em breve estaremos não somente ocupando estes Rankings...

1º - Astrid y Gastón (Perú)
2º - D.O.M. (Brasil)
3º - Pujol (México)
4º - Central (Perú)
5º - Maní (Brasil)
6º - Biko (México)
7º - Malabar (Perú)
8º - Boragó (Chile)
9º - Tegui (Argentina)
10º - Roberta Sudbrack (Brasil)
11º - Maido (Perú)
12º - Pangea (México)
13º - Rafael (Perú)
14º - Fiesta (Perú)
15º - La Mar (Perú)
16º - Mocotó (Brasil)
17º - La Cabrera (Argentina)
18º - Tomo 1 (Argentina)
19º - Criterión (Colombia)
20º - Parador La Huella (Uruguay)
21º - Quintonil (México)
22º - Harry Sasson (Colombia)
23º - Fasano (Brasil)
24º - Andrés Carne de Res (Colombia)
25º - Alto (Venezuela)
26º - Mero Toro (México)
27º - Oviedo (Argentina)
28º - Chila (Argentina)
29º - Sucre (Argentina)
30º - Corazón de Tierra (México)
31º - Aramburu (Argentina)
32º - Attimo (Brasil)
33º - Pura Tierra (Argentina)
34º - Casa Oaxaca Hotel (México)
35º - Olympe (Brasil)
36º - Sud 777 (México)
37º - Francis Mallmann 1884 (Argentina)
38º - Remanso du Bosque (Brasil)
39º - El Baqueano (Argentina)
40º - Unik (Argentina)
41º - Epice (Brasil)
42º - La Bourgogne (Uruguay)
43º - Pitiona (México)
44º - Pasaje Arévalo (Argentina)
45º - Casa Umare (Argentina)
46º - Laja (México)
47º - El Cielo (Colombia)
48º - Osaka (Chile)
49º - Hernán Gipponi (Argentina)
50º - Elena (Argentina)

Fonte: G1



domingo, 30 de junho de 2013

Alfajor - O sabor doce da América!

Meus queridos Leitores, não pensem vocês que sumi...ou melhor até sumi mais não definitivamente. Esse meu afastamento tem um nome Pós Graduação.

Pois é meus caros, estou na Pós Graduação, e, por incrível que pareça estou me aprofundando em História e cultura pelo Senac SP.

Mas, para que possamos dar um "engrenada" nas idéias de história, hoje vou compartilhar o famoso Alfajor.

Argentino ou não, é evidente que o doce é uma dádiva mundial, o consumo de alfajor na Europa é muito grande equiparada a outros doces tão populares.


 Alfajor é um doce tradicional da Argentina, Chile, Peru, Uruguai e outros países ibero-americanos, mas originalmente criado na Espanha.


O doce nasceu em Andaluzia, o nome vem do árabe al hasu e significa recheado.

A história do alfajor, o doce mais tradicional da Argentina tem origem na cozinha árabe.

 Dá vida a diversos tipos de preparação, das mais tradicionais até as tortas de merengue. Em Córdoba, é uma massa fofa recheada de doce de frutas ou de leite. Em Salta, é um doce de massa seca, aromatizada com erva doce. Em Santa Fé, trata-se de uma massa fofa recheada com doce de leite.



ALFAJOR

Açúcar refinado –              45g
Açúcar de baunilha –          1 colher de café (misturado com a essência de baunilha                         
                                      formando uma farofa)
Fermento em pó -             ½ colher de café rasa
Farinha de trigo –              50g
Amido de milho –               50g
Manteiga s/sal–                 50g (gelada e picada)
Gema peneirada -              1 (ovo de 50g)
Essência de baunilha –        ½ colher de baunilha
Raspas de limão –             ½ colher de café

Modo de Preparo:
.Em uma tigela grande coloque os açucares, o fermento em pó, a farinha de trigo, o amido de milho, a manteiga e amasse com a ponta dos dedos ou bata no processador até obter uma farofa úmida.
.Junte a gemas, a essência e amasse delicadamente com a ponta dos dedos ou bata novamente no processador até obter uma massa lisa e macia. Por último, agregue as raspas de limão e envolva bem. Embrulhe a massa obtida em papel alumínio ou filme plástico e deixe gelar por uma hora ou até que esteja bem firme. Abra porções da massa entre duas folhas de plástico na espessura de 5 mm e corte os alfajores com um cortador redondo de 5 ou 6 cm de diâmetro. Distribua os discos de alfajor sobre assadeiras de alumínio ligeiramente untadas com manteiga e polvilhadas de farinha de trigo e asse-os em forno preaquecido à 170ºC até que estejam levemente dourados. .Deixe esfriar sobre uma grade, aplique o recheio e decore a gosto.

Recheio:
1 doce de leite em ponto de corte
ou
350g de geléia de damascos
ou
500g de brigadeiro escuro ou branco
e
500g de ganache
Chocolate granulado para acabamento lateral

Montagem dos Alfajores:

Utilizando um saco de confeitar com bico perlê médio, distribua o doce de leite sobre um disco de alfajor e una com outro disco por cima, pressionando delicadamente. Em seguida, banhe os alfajores em chocolate derretido e resfriado e deixe secar. Por último, embale como desejar.



Creditos:
 Sabine Akemi - Food Designe






terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

ESPECIAL - Cozinha Regional Brasileira - Região Sul - MEU TCC




Tenho fé de que tudo que fazemos ou cremos ao longo do tempo iremos colher os frutos do bom ou mau trabalho, é com isto que com muita emoção inicio esta postagem.

Eu amo o que faço, e é com esse amor que pude ser o orador deste trabalho, que fora muito importante para mim, e todas as vezes que lembro dele me dá aquele friozinho na barriga.

Digo a você, que lê este blog e esta pensando ainda no seu tema para o TCC, um conselho te dou, escolha o mais rápido possível e coloque em prática seus planos, NUNCA DEIXA PRA ULTIMA HORA!

O tema do nosso trabalho de conclusão de curso fora GARIBALDI, A ITÁLIA NO BRASIL, tema, este escolhido após discorrer sobre outros temas muito significantes, onde, a ideia principal do trabalho era demonstrar quais foram as principais influencias na gastronomia brasileira com a vinda do italiano para o Brasil.


Como gosto muito de contar história, e como um bom orador, vou passar um pouco da história de lutas e vitórias que a colonização italiana passou para chegar ao nosso país.

No inicio do século XIX, a Itália estava passando por uma longa e sofrida crise, onde, o governo através de medidas impopulares, adequou o processo de fabricação de uma forma mais industrial, onde o pequeno produtor não possuía espaço no mercado, ainda, podemos destacar que a mão-de-obra não era mais necessária, já que existiam maquinas que supriam muitos outros empregados. Com essa medida, houve aumento de taxações aplicadas sobre muitos produtos e alimentos, e o emprego entrou em declínio, com isto, o governo italiano então, para que algumas famílias pudessem se livrar da pobreza e da miséria, e visto que o Brasil ainda sofria os reflexos da proibição da Lei Áurea imposta pela Princesa Isabel, necessitava supri a demanda dos negros que já não podiam entrar no país para trabalho escravo. Diante disto, a Itália recrutou famílias para enviar ao Brasil, onde diziam para estas que neste país poderia iniciar novamente uma vida e que também poderiam ser donas de sua própria terra. Porem, isto não aconteceu, com muito sofrimento o italiano chegou ao Brasil, teve muitos paradigmas para romper para que pudesse se estabelecer e com isso conseguir ganhar algo para seu mantimento. Para que pudesse se acostumar com seus costumes este povo começou a estabelecerem-se em colonias localizadas em locais com favorecimento para plantio de uvas para produção de vinhos, para maturação de seus queijos e também para manter firme seus costumes, é daí que então nasceram cidades como Caxias do Sul, Bento Gonçalves e Garibadi.

Foto retirada da internet.

Fora realmente um tema muito bonito de se apresentar, senti na pela a emoção de estar a frente da turma e ter a oportunidade de contar um pouco da história tão rica e tão digna da gastronomia brasileira.



É realmente muito difícil apresentar um trabalho de conclusão de curso, não somente apresentar, mais como também planejá-lo, executá-lo, por em prática tudo aquilo que tem de idéias, patrocínios, eutrocínio ou nóstrocínio e por aí vai.

O bom e ruim de fazer TCC sobre gastronomia é que temos temos muitos temas a abordar e talvez esta seja a principal dificuldade de conseguir um bom tema é a diversidade, mais sempre temos que olhar pra aquilo que vai ser melhor na relação preço x beneficio. O lado ruim e que não é tão ruim assim, é que temos diversas avaliações, sendo ela tanto a parte escrita, quanto a parte apresentada e também quando a um evento típico daquilo apresentado.


Durante a parte prática, procuramos representar uma casa clássica de um colono italiano, com um ambiente muito alegre e rústico. Elaboramos esta representação através de móveis antigos e de música tipica, alem do traje típico de alguns alunos onde representaram a recepção do evento mui-dignamente.



Realmente foi um evento muito importante para nossas vidas, é com extrema emoção que fora feito e todas as vezes me emociono ao falar, só nós e Deus sabemos o quanto foi uma jornada difícil para alcançar mais temos a convicção de fora satisfatório, não fora atoa os elogios recebidos e os conselhos explanados. Queremos agradecer de uma forma geral a todos os professores, mestres, amigos, familiares e aqueles que realmente nos apoiaram para concretização deste sonho.

Obrigado!



Link da reportagem sobre o TCC: http://www.granjaviana.com.br/second/gentedagranja/index_138.asp?col=257&coluna=257&cn=33&scn=364



sábado, 5 de janeiro de 2013

Limão ou limonada?







 Particularmente, eu amo o limão, temos tantas e diversas formas para prepará-los. A principio sempre tenho preparado a torta de limão, aquela mistura de um patê sucrèe com merengue e um creme de limão é fantástico e me traz grandes recordações dos tempos da faculdade.

Hoje, vou falar sobre os cítricos, mais precisamente sobre o limão.

Limão, conhecido como Citrus em latim, é um fruto pertencente a família dos cítricos, onde são caracterizadas por terem uma polpa segmentada extremamente suculentas e cascas que contém óleos aromáticos, além daquele sabor mais azedo e acido das demais frutas.


Ao contrário de que muitos pensam, o limão a principio veio da Asia, não sabendo ao certo qual era sua utilização naquela época, há relatos de que os romanos utilizavam a fruta como remédio  visto que suas propriedades trazem grandes benefícios a saúde, possuindo atividades antimicrobianas, e para o combate a gripe temos a vitamina C na polpa, onde extrai-se o suco e bebe-se para combate as constipações.

Existem hoje cerca de varias espécies de limão, todavia poucas são conhecidas como a fruta cítrica. O Brasil tem uma grande produção da espécie Tahiti, porém não possui sementes, sendo assim, não é considerado a fruta e sim uma lima ácida.




Já o limão siciliano é considerado um limão, possui sementes e tem suas características das frutas cítricas. Apesar de seu nome, ele é tipicamente Asiático e veio com as imigrações árabes para a região da Sicília na Itália  seu nome provem de que o fruto encontrou um clima muito favorável ao seu plantio nessa região.

Abaixo, seguem informações precisas para a utilização do limão em preparações culinárias

Limão Cravo: Redondo, casca lisa, suco mais doce e menos ácido do que os limões comuns (cruzamento com tangerina)


  • Utilização como suco, agente aromático, produtos assados.


Lima-da-pérsia: Verde escura, casca lisa, sem sementes, acida


  • Utilização como suco, agente aromatizante.

Limão Galego: Pequeno, amarelo-esverdeado, redondo, ácido.

  • Utilização como suco, agente aromatizante, marinadas, tortas. (excelente para a brasileiríssima CAIPIRINHA)

Limão Tahiti: Verde, pequeno, acido, sem sementes.

  • Utilização em sucos, marinadas e em tortas

Limão siciliano: Amarelo, grande, com sementes e semi-acido.

  • Utilização em marinadas, sucos, sorvetes, cremes.


como sempre faço. segue receita para torta de limão

Massa (patê Sucrèe):

  • 250 g de farinha de trigo
  • 90 g de açúcar refinado
  • 130 g de manteiga sem sal gelada
  • 1 gema de ovo
  • +- 30 ml de água gelada
1 - Coloque a farinha peneirada com o açúcar em um recipiente e misture
2 - Corte a manteiga em cubos e misture com a farinha e açúcar
3 - Com a ponta dos dedos misture delicadamente até obter uma farofa grossa
4 - Adicione o ovo e com parcimônia a agua
5 - Cuidadosamente vá misturando a massa até obter a homogênea da massa
6 - refrigere por 30 minutos

7 - Abra a massa envolta por plásticos com um rolo em uma espessura fina, cerca de 1 cm
8 - Coloque em um forma de aro removível.
8 - Fure com o garfo a massa (este processo é necessário para evitar a formação de bolhas de ar ou caso queira coloque sementes como um peso enroladas em um pano sobre a masa)
8 - Asse a 180oC por 20 minutos.


Recheio

  • 1 - Lata de Leite condensado
  • 1 -Lata de Creme de Leite
  • Limão a gosto
1 - Misture o creme de leite com o leite condensado
2 - Misture o limão até obter o sabor desejado


Merengue

  • Clara de 04 ovos
  • 200 gramas de acuçar
1 - Bata as claras até picos firmes
2 - Coloque o açúcar aos poucos até que as claras fiquem firmes e não caiam
3 - Reserve - Aconselha-se preparar o merengue somente ao final da preparação da massa e do recheio

Montagem

1 - Acrescente o recheio sobre a massa assada
2 - Com o auxilio de uma manga para confeitar faça decorações com o merengue
3 - Com ajuda de um maçarico queime o merengue de forma decorativa
4 - Caso não possua maçarico, leve ao forno por aproximadamente 10 minutos